Quando adentramos ao universo único de uma sala de aula é que deparamos com a maior duvida de nossa vida.
Seremos capazes?
A partir dessas dúvidas começei a treinar o meu olhar para além do ensinar. Treinar para perceber em meus alunos o prazer em aprender o verdadeiro significado do ENSINAR E APRENDER, que muitas vezes nos passa despercebidos na correria da rotina em sala de aula. Aprender a frear nossos medos e ficar cada vez mais alerta aos detalhes bem menores e quase imperceptíveis aos nossos olhos.
Ser professor é ser mais que um ser humano comum, , é ser preocupado com seus alunos e com a relação que começam a construir durante o processo de aprendizagem.
Ser professor é ser mais do que um "professor" é ser um artista. Ser artista é construir em nossos alunos a maior arte que existe, a "Arte do saber, docompreender e do compor" e capacitá-los para mostrar a arte de "exteriorizar"os sentimentos
MINHA FAMÍLIA
ESTE BLOG É O NOSSO TCC DO CURSO "EDUCAÇÃO PARA A DIVERSIDADE E CIDADANIA" OFERECIDO PELA UNESP DE BAURU. "Liberdade não é meramente tirar as correntes de alguém, mas sim viver de uma forma que respeita e aumenta a liberdade dos outros." Nelson Mandela
sexta-feira, 1 de abril de 2011
quinta-feira, 31 de março de 2011
Caso Casey Heynes: o bullying e a omissão da escola
Uma cena de bullying gravada em vídeo se espalhou rapidamente pela internet nos últimos dias e ganhou destaque na imprensa mundial. As imagens, registradas em uma escola australiana, mostram o momento em que Casey Heynes - aluno de 15 anos constantemente agredido pelos colegas - se rebela e parte para cima de um de seus agressores. Com o sucesso na rede, Heynes passou de vítima a herói. Alguns dias depois, os dois garotos eram entrevistados em programas de televisão, apresentando sua versão dos fatos (assista aos vídeos ao lado).
No calor da repercussão e na maneira superficial como o tema foi tratado pelas emissoras, perguntas fundamentais ficaram sem resposta. Qual o papel da escola na história? O que levou o garoto à reação extrema? Há, de fato, algum herói? Para responder a essas e outras dúvidas, NOVA ESCOLA ouviu as pesquisadoras Adriana Ramos e Luciene Tognetta, do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Moral (GEPEM) da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). As considerações das especialistas têm como objetivo mostrar a professores, gestores e pais quais ensinamentos podem ser tirados do fato e como usá-lo no combate - constante - ao bullying.
O papel da escola
Pelos comentários publicados na internet sobre o vídeo e pela própria maneira como as reportagens foram editadas, percebe-se que quase ninguém questionou o papel de professores e gestores da escola australiana. As especialistas da Unicamp explicam que, por ser um problema que ocorre entre os alunos, o bullying pode mesmo demorar para ser detectado. "Em muitos casos, quando pais e professores ficam sabendo, a criança já sofre há pelo menos dois anos", comenta Adriana Ramos.
Essa dificuldade, no entanto, não deve ser usada como desculpa para a escola se eximir de responsabilidade. No caso australiano, há fortes indícios de que professores e gestores foram omissos. "Não é possível que ninguém viu o menino passar por tanta humilhação", comenta Luciene Tognetta. Tudo leva a crer que a escola não tomou as atitudes necessárias nem antes nem depois de o problema aparecer.
domingo, 27 de março de 2011
Preconceito: risque essa palavra do seu dicionário
Não seja vítima nem vilã em uma história que quase nunca tem final feliz
Eduardo Knapp/Folha Imagem
Giovanna e Andressa se abraçam
PATRICIA TRUDES DA VEIGA
EDITORA DA FOLHINHA
Sabe quando uma história é sussurrada no seu ouvido? Foi assim, meio em segredo, que crianças negras contaram para a Folhinha histórias de preconceito racial que viveram.
Elas só toparam falar sobre o assunto porque o combinado era não revelar a sua identidade. Assim, alguns nomes são de mentirinha, mas as histórias -infelizmente- são bem reais.
Mas você já deve estar perguntando: o que é preconceito racial? O menino Anderson, 9, descobriu o que significa essa palavra de uma maneira bem triste.
"A primeira vez que ouvi essa palavra, preconceito, foi quando minha mãe ficou indignada porque contei que só usava o elevador de serviço." Por quê? "As pessoas diziam que negro não podia usar o elevador social", conta. "Aí ela me ensinou a dizer que eu tenho os mesmos direitos."
Ana, 13, vive faltando na escola. Sempre dá uma desculpa para não freqüentar as aulas, pois está chateada com as piadinhas de alguns meninos. "Ficam falando que sou uma bruxa por causa do meu cabelo", diz.
Às vezes, o preconceito começa no caminho da escola. Marco Aurélio, 11, conta que alguns colegas faziam piadas preconceituosas com o seu nome. "Diziam que meu nome era "Macaco Aurélio'", afirma.
Já Jéssica, 7, era beliscada e cuspida por um colega da perua. O menino dizia que ela não podia sentar ao seu lado porque iria "tingir seu corpo", por ser negra.
Samuel, 10, também sofre com o preconceito racial de outras crianças. "Uma vez, na escola, um menino branco mandou eu sair da brincadeira porque eu sou negro. E falou: "Aqui só tem branco, você não pode brincar aqui'." Samuel não disse nada. "Só saí de perto."
Silêncio
O silêncio não é a melhor solução, ensina Eliane Cavalleiro, professora da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília.
"Geralmente, a criança negra vive essa dor sozinha, porém deve pedir ajuda aos professores e aos pais. Ela também pode alertar o colega de que ele está sendo racista ou preconceituoso. E que racismo é um crime."
Eduardo Knapp/Folha Imagem
Giovanna e Andressa se abraçam
PATRICIA TRUDES DA VEIGA
EDITORA DA FOLHINHA
Sabe quando uma história é sussurrada no seu ouvido? Foi assim, meio em segredo, que crianças negras contaram para a Folhinha histórias de preconceito racial que viveram.
Elas só toparam falar sobre o assunto porque o combinado era não revelar a sua identidade. Assim, alguns nomes são de mentirinha, mas as histórias -infelizmente- são bem reais.
Mas você já deve estar perguntando: o que é preconceito racial? O menino Anderson, 9, descobriu o que significa essa palavra de uma maneira bem triste.
"A primeira vez que ouvi essa palavra, preconceito, foi quando minha mãe ficou indignada porque contei que só usava o elevador de serviço." Por quê? "As pessoas diziam que negro não podia usar o elevador social", conta. "Aí ela me ensinou a dizer que eu tenho os mesmos direitos."
Ana, 13, vive faltando na escola. Sempre dá uma desculpa para não freqüentar as aulas, pois está chateada com as piadinhas de alguns meninos. "Ficam falando que sou uma bruxa por causa do meu cabelo", diz.
Às vezes, o preconceito começa no caminho da escola. Marco Aurélio, 11, conta que alguns colegas faziam piadas preconceituosas com o seu nome. "Diziam que meu nome era "Macaco Aurélio'", afirma.
Já Jéssica, 7, era beliscada e cuspida por um colega da perua. O menino dizia que ela não podia sentar ao seu lado porque iria "tingir seu corpo", por ser negra.
Samuel, 10, também sofre com o preconceito racial de outras crianças. "Uma vez, na escola, um menino branco mandou eu sair da brincadeira porque eu sou negro. E falou: "Aqui só tem branco, você não pode brincar aqui'." Samuel não disse nada. "Só saí de perto."
Silêncio
O silêncio não é a melhor solução, ensina Eliane Cavalleiro, professora da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília.
"Geralmente, a criança negra vive essa dor sozinha, porém deve pedir ajuda aos professores e aos pais. Ela também pode alertar o colega de que ele está sendo racista ou preconceituoso. E que racismo é um crime."
ORAÇÃO DE UMA CRIANÇA DEFICIENTE
Bem aventurados os que compreendem o meu estranho passo a caminhar e minhas mãos atrofiadas.
Bem aventurado os que sabem que os meus ouvidos têm se esforçado para compreender o que ouvem.
Bem aventurados os que compreendem que ainda que os meus olhos brilhem, minha mente é lenta.
Bem aventurados os que olham e não vêem a comida que eu deixo cair fora do prato.
Bem aventurados os que com um sorriso nos lábios, me estimulm a tentar mais uma vez.
Bem aventurados os que nunca me lembram que hoje fiz a mesma pergunta duas vezes.
Bem aventurados os que compreendem que me é difícil converter em palavras os meus pensamentos.
Bem aventurados os que escutam, pois também tenho algo a dizer.
Bem aventurados os que sabem o que sente o meu coração embora não o possa expressar.
Bem aventurados os que me amam como sou, tão somente como sou e não como eles gostariam que eu fosse..
Fonte: "INFORMACIONES PARA PADRES DE NIÑOS Y JOVENES CON NECESSIDADES ESPECIALES"SERRANO, J.ª MARRERO, E.; BLAS. G; C; DE SANMERIDA-VENEZUELA, 1989.
Bem aventurados os que compreendem o meu estranho passo a caminhar e minhas mãos atrofiadas.
Bem aventurado os que sabem que os meus ouvidos têm se esforçado para compreender o que ouvem.
Bem aventurados os que compreendem que ainda que os meus olhos brilhem, minha mente é lenta.
Bem aventurados os que olham e não vêem a comida que eu deixo cair fora do prato.
Bem aventurados os que com um sorriso nos lábios, me estimulm a tentar mais uma vez.
Bem aventurados os que nunca me lembram que hoje fiz a mesma pergunta duas vezes.
Bem aventurados os que compreendem que me é difícil converter em palavras os meus pensamentos.
Bem aventurados os que escutam, pois também tenho algo a dizer.
Bem aventurados os que sabem o que sente o meu coração embora não o possa expressar.
Bem aventurados os que me amam como sou, tão somente como sou e não como eles gostariam que eu fosse..
Fonte: "INFORMACIONES PARA PADRES DE NIÑOS Y JOVENES CON NECESSIDADES ESPECIALES"SERRANO, J.ª MARRERO, E.; BLAS. G; C; DE SANMERIDA-VENEZUELA, 1989.
quinta-feira, 10 de março de 2011
Educação Escolar Indígena
"ESCOLAS INDÍGENAS E PROJETOS DE FUTURO"
O CIMI E A EDUCAÇÃO ESCOLAR INDÍGENA
Elizabeth A. Rondon AmaranteEunice Dias de Paula
Publicado na revista "Textos e PreTextos sobre educação indígena", número 1, de abril de 2001.
1. INTRODUÇÃO
Em 1982, Paulo Freire assessorou uma Assembléia do Cimi-MT e, com seu jeito de educador-poeta, afirmou: "As táticas são exatamente os caminhos que se criam, andando, para viabilizar o sonho".
E, em muitos de seus escritos e palestras, ele se refere ao diálogo como à grande tática educativa, capaz de abrir caminhos e concretizar projetos de futuro.
Ao avaliar hoje suas atividades na área de educação, o Cimi explicita um diálogo que vem se desenrolando há quase 30 anos, entre os anseios dos povos indígenas e a assessoria dos missionários.
O Cimi se considera parceiro dos povos indígenas. Assim, sua resposta é aquela da Assembléia Nacional de 1995, quando coloca como seu grande desafio o de "continuar lutando junto aos povos indígenas, a fim de ajudar a ampliar suas perspectivas de futuro (...) apoiando e subsidiando comunidades, povos e Organizações Indígenas no sentido de fortalecê-los sempre mais no exercício de seu protagonismo"
A educação escolar indígena é, sem dúvida, essa tática, esse "caminho a ser criado, andando" em vistas ao protagonismo e à autonomia dos povos indígenas.
Se queremos hoje registrar a memória, o processo e a busca dessa conquista que é a escola indígena, devemos refazer o caminho desde a primeira Assembléia do Cimi, em 1975, em que a Igreja se compromete a uma nova linha missionária.
Na verdade, essa nova trajetória germinou da experiência missionária de Utiariti, o internato indígena da Missão Anchieta, em Mato Grosso. Os jesuítas que atuavam nessa região, desde 1967, já avaliavam "com objetividade o processo de trabalho no setor indígena" constatando que a Missão enveredava por um "processo aculturativo sem preocupação antropológica", uma atuação em que o missionário se tornava "pacificador, pai e patrão" dos povos com os quais convivia no internato-escola de Utiariti. Diversas análises apontaram para uma agressão ao sistema tradicional dos povos indígenas, sobretudo no campo da educação.
Conforme registro dos relatórios e diários da Missão Anchieta, eles se propuseram então a "um sério esforço de mudança de atitudes" e o término do sistema de internato. Em 1969, um desses diários dizia:
"A Missão concentrou até nossos dias os seus maiores esforços em Utiariti. Hoje percebe que tal fase está superada. O retorno à vida tribal está entrando na fase profunda pois toma-se a decisão de transformar Utiariti em ‘posto de transição’ e não mais de fixação".
Pode parecer ter sido esse um fato isolado, localizado geograficamente numa determinada situação, mas, na verdade, tornou-se um acontecimento emblemático na história, pois foi a partir desse grupo e dessa decisão lúcida e corajosa que, aglutinando-se outras experiências e outras reflexões, nasceu o Cimi em 1972.
Vale também ressaltar que a prática educacional que perpassa os diversos níveis e âmbitos de atuação, foi o dínamo de toda a conversão missionária.
Na Assembléia de 1977, o Cimi se propõe a "repensar o problema das escolas, seu estilo e seus métodos". Note-se que nessa época ainda existiam muitas escolas-internato funcionando.
Em 1979, o relatório sublinha: "No processo de autodeterminação os povos indígenas e o Cimi valorizam a educação como essencial (...) entendendo-a como ‘técnica suplementar e não como substitutiva da educação indígena".
Logo em seguida, no ano de 1981, o próprio tema da Assembléia Nacional é a Educação. Afirma-se, então, o "valor substancial da língua indígena" e a importância de se reverem atitudes e procedimentos didáticos.
A partir desse momento, o Cimi intensifica o seu diálogo como parceiro e interlocutor de povos que têm "o direito de reclamar sua vivência", como dizia Xangrê, líder do povo Kaigang. Essa herança a que Marçal Guarani se referia quando disse que: "O ensino aplicado até hoje tem matado o que há de mais sagrado para nós que é a nossa cultura. Se conservarmos o que é sagrado para nós seremos um povo que vai caminhando na libertação".
E "ninguém melhor que os índios para defender o que é deles" diziam as lideranças nas Assembléias de Chefes Indígenas. Nessa atitude, a Assembléia do Cimi de 1983 assinala "sinais de esperança na organização de povos que assumem suas próprias lutas na defesa de seus direitos".
É o início de uma outra "virada" na concepção da educação - aquela que "reconhece a educação como instrumento político de cada povo na sua luta por autodeterminação (...) e que cada povo assuma o próprio processo de educação dentro de sua realidade" (Assembléia de 1985).
Eram os tempos dos Encontros de Educação organizados pela OPAN - então Operação Anchieta - reunindo missionários e leigos numa produtiva troca de experiências e busca de "escolas alternativas" nas aldeias.
Foi também um momento significativo marcado por alguns documentos em que os missionários do Cimi tiveram parte ativa na elaboração: o Documento do II Encontro do Grupo de Estudos sobre Educação Indígena, organizado pela UNI e pelo Cimi, e o texto "Exigências de uma Nova Ordem Educacional Indígena", de 1986.
O caminho estava orientado para uma colaboração mais efetiva visando a "transformação crescente da escola em instrumental político a serviço da organização indígena (...) promovendo um processo de análise crítica e autocrítica em vista de um projeto alternativo". Uma decisão que "exigirá preparação técnica, antropológica, conhecimento e aprofundamento da língua e da cultura" de cada povo (Assembléia de 1987).
Os Encontros e Cursos de Professores Indígenas e o Movimento de Professores começavam a se alastrar em quase todos os Regionais, muito especialmente na Amazônia.
A Constituinte em curso exigia reflexões, debates, formação e informação específica em relação aos direitos indígenas e à questão das escolas. Por isso, as bases pediram ao Secretariado a liberação de uma pessoa para acompanhar a tramitação de toda essa luta no Congresso, no MEC, no Estatuto do Índio e na LDB.
Os relatórios das Assembléias já não falam tanto de educação escolar, mas referem-se mais ampla e globalmente às Organizações Indígenas e às "crescentes exigências de formação política das comunidades, inclusive dos professores, para que todos trabalhem tendo como referência o futuro do povo" (Assembléia de 1989).
"O eixo de todas as colocações e de todos os relatos foi a questão da autonomia indígena no sentido de apoio a suas organizações e na concretização da formação dos índios nos diversos níveis" (Nota do relatório da Assembléia de 1991).
Essa preocupação sobre formação se estende também à produção de "material pedagógico diversificado e adequado às realidades". Foi certamente uma percepção bastante grande das aspirações das comunidades indígenas, segundo a expressão de um professor Kaxinawá: "Dentro do futuro, queremos ter a nossa escola na aldeia, funcionando pelo próprio índio mesmo" (Osair Sião Kaxinawá).
Evidentemente, todo esse caminho andado iria desembocar num programa de ação sempre mais globalizante e aberto a novos horizontes "em vistas à autonomia dos povos indígenas no que diz respeito a seus direitos básicos, em especial na educação" (Assembléia de 1993).
Era também uma resposta a afirmações como essa, da Assembléia Indígena do Acre, em 1991, quando os índios diziam com orgulho: "Damos rumo ao nosso destino!"
Ou em consonância com o texto da Assembléia Tupi em 1982: "Assumimos e continuamos com a resistência de nossos antepassados. Acreditamos na nossa força e união organizada".
Cada vez mais o Cimi se capacita para, em todos os níveis, "assessorar comunidades, lideranças e organizações na sua dimensão integral, tendo sempre em consideração as diferenças étnico-culturais, os mecanismos próprios e a pedagogia de cada povo nos programas formativos e informativos".
"Os povos indígenas, muito mais que herdeiros de um passado, são povos do futuro, pois anunciam com o seu modo de ser, a possibilidade de uma vida plena de significado", diz a Assembléia de 1995.
A Assembléia de 1999 reafirma que "a perspectiva da autonomia dos povos indígenas tem sido o eixo da prática do Cimi. E a autonomia diz respeito ao território, à organização social e política, ao sistema educativo, à língua, à religião e à economia própria de cada povo. A autonomia é também a perspectiva nos processos de escolarização e isso se dá à medida que os próprios povos indígenas ‘ressignificam’ a escola, articulando-a com a educação tradicional".
Essa retrospectiva sobre educação nos textos e contextos das Assembléias Nacionais evidencia toda uma mística missionária impregnando a prática pedagógica.
Grande é a mística, muito limitada foi certamente a prática... Mas, sem sonhos a história não muda e os missionários do Cimi no setor de educação sempre insistiram e continuam insistindo em dialogar com os povos indígenas a respeito desse sonho de uma escola verdadeiramente indígena.
Referências bibliográficas
AZEVEDO, Marta. Movimento dos Professores Indígenas Amazonas, Roraima, Acre. Brasília: Cimi/Setor de documentação. Datilog., 1994.
CIMI. Com as próprias Mãos - Professores Indígenas construindo a autonomia de suas escolas. Brasília: Cimi, 1992.
________. Concepção e a Prática da Educação Escolar Indígena. Brasília: Cimi, 1993.
COMISSÃO PRÓ ÍNDIO. A questão da Educação Indígena. São Paulo: Brasiliense, 1981.
MEC. Diretrizes para a política nacional de educação escolar indígena. Brasília, 1994.
MELIÁ Bartomeu. Educação Indígena e Alfabetização. São Paulo: Loyola, 1979.
OPAN. A Conquista da Escrita. São Paulo: Iluminuras, 1984.
Outras fontes
Arquivos da Missão Anchieta, Cuiabá.
Relatórios das Assembléias Nacionais do Cimi, 1975 a 1999.
Relatório do Encontro "Consulta sobre Educação no Meio Indígena", 1978
Documento "Exigências de uma Nova Ordem Educacional Indígena", 1986
Documento do II Encontro do Grupo de Estudo sobre Educação Indígena, 1986
Relatórios de Assembléias do Cimi – Regional Mato Grosso, vários anos.
Relatórios de Encontros de Professores Indígenas (Mato Grosso; Mato Grosso do Sul; Pará e Amapá; COPIAR – Comissão dos Professores Indígenas do Amazonas, Roraima e Acre), vários anos.
Relatórios da Articulação Nacional de Educação – Cimi, vários anos
Jornal Porantim, Brasília: Cimi, vários anos
"ESCOLAS INDÍGENAS E PROJETOS DE FUTURO"
O CIMI E A EDUCAÇÃO ESCOLAR INDÍGENA
Elizabeth A. Rondon AmaranteEunice Dias de Paula
Publicado na revista "Textos e PreTextos sobre educação indígena", número 1, de abril de 2001.
1. INTRODUÇÃO
Em 1982, Paulo Freire assessorou uma Assembléia do Cimi-MT e, com seu jeito de educador-poeta, afirmou: "As táticas são exatamente os caminhos que se criam, andando, para viabilizar o sonho".
E, em muitos de seus escritos e palestras, ele se refere ao diálogo como à grande tática educativa, capaz de abrir caminhos e concretizar projetos de futuro.
Ao avaliar hoje suas atividades na área de educação, o Cimi explicita um diálogo que vem se desenrolando há quase 30 anos, entre os anseios dos povos indígenas e a assessoria dos missionários.
O Cimi se considera parceiro dos povos indígenas. Assim, sua resposta é aquela da Assembléia Nacional de 1995, quando coloca como seu grande desafio o de "continuar lutando junto aos povos indígenas, a fim de ajudar a ampliar suas perspectivas de futuro (...) apoiando e subsidiando comunidades, povos e Organizações Indígenas no sentido de fortalecê-los sempre mais no exercício de seu protagonismo"
A educação escolar indígena é, sem dúvida, essa tática, esse "caminho a ser criado, andando" em vistas ao protagonismo e à autonomia dos povos indígenas.
Se queremos hoje registrar a memória, o processo e a busca dessa conquista que é a escola indígena, devemos refazer o caminho desde a primeira Assembléia do Cimi, em 1975, em que a Igreja se compromete a uma nova linha missionária.
Na verdade, essa nova trajetória germinou da experiência missionária de Utiariti, o internato indígena da Missão Anchieta, em Mato Grosso. Os jesuítas que atuavam nessa região, desde 1967, já avaliavam "com objetividade o processo de trabalho no setor indígena" constatando que a Missão enveredava por um "processo aculturativo sem preocupação antropológica", uma atuação em que o missionário se tornava "pacificador, pai e patrão" dos povos com os quais convivia no internato-escola de Utiariti. Diversas análises apontaram para uma agressão ao sistema tradicional dos povos indígenas, sobretudo no campo da educação.
Conforme registro dos relatórios e diários da Missão Anchieta, eles se propuseram então a "um sério esforço de mudança de atitudes" e o término do sistema de internato. Em 1969, um desses diários dizia:
"A Missão concentrou até nossos dias os seus maiores esforços em Utiariti. Hoje percebe que tal fase está superada. O retorno à vida tribal está entrando na fase profunda pois toma-se a decisão de transformar Utiariti em ‘posto de transição’ e não mais de fixação".
Pode parecer ter sido esse um fato isolado, localizado geograficamente numa determinada situação, mas, na verdade, tornou-se um acontecimento emblemático na história, pois foi a partir desse grupo e dessa decisão lúcida e corajosa que, aglutinando-se outras experiências e outras reflexões, nasceu o Cimi em 1972.
Vale também ressaltar que a prática educacional que perpassa os diversos níveis e âmbitos de atuação, foi o dínamo de toda a conversão missionária.
Na Assembléia de 1977, o Cimi se propõe a "repensar o problema das escolas, seu estilo e seus métodos". Note-se que nessa época ainda existiam muitas escolas-internato funcionando.
Em 1979, o relatório sublinha: "No processo de autodeterminação os povos indígenas e o Cimi valorizam a educação como essencial (...) entendendo-a como ‘técnica suplementar e não como substitutiva da educação indígena".
Logo em seguida, no ano de 1981, o próprio tema da Assembléia Nacional é a Educação. Afirma-se, então, o "valor substancial da língua indígena" e a importância de se reverem atitudes e procedimentos didáticos.
A partir desse momento, o Cimi intensifica o seu diálogo como parceiro e interlocutor de povos que têm "o direito de reclamar sua vivência", como dizia Xangrê, líder do povo Kaigang. Essa herança a que Marçal Guarani se referia quando disse que: "O ensino aplicado até hoje tem matado o que há de mais sagrado para nós que é a nossa cultura. Se conservarmos o que é sagrado para nós seremos um povo que vai caminhando na libertação".
E "ninguém melhor que os índios para defender o que é deles" diziam as lideranças nas Assembléias de Chefes Indígenas. Nessa atitude, a Assembléia do Cimi de 1983 assinala "sinais de esperança na organização de povos que assumem suas próprias lutas na defesa de seus direitos".
É o início de uma outra "virada" na concepção da educação - aquela que "reconhece a educação como instrumento político de cada povo na sua luta por autodeterminação (...) e que cada povo assuma o próprio processo de educação dentro de sua realidade" (Assembléia de 1985).
Eram os tempos dos Encontros de Educação organizados pela OPAN - então Operação Anchieta - reunindo missionários e leigos numa produtiva troca de experiências e busca de "escolas alternativas" nas aldeias.
Foi também um momento significativo marcado por alguns documentos em que os missionários do Cimi tiveram parte ativa na elaboração: o Documento do II Encontro do Grupo de Estudos sobre Educação Indígena, organizado pela UNI e pelo Cimi, e o texto "Exigências de uma Nova Ordem Educacional Indígena", de 1986.
O caminho estava orientado para uma colaboração mais efetiva visando a "transformação crescente da escola em instrumental político a serviço da organização indígena (...) promovendo um processo de análise crítica e autocrítica em vista de um projeto alternativo". Uma decisão que "exigirá preparação técnica, antropológica, conhecimento e aprofundamento da língua e da cultura" de cada povo (Assembléia de 1987).
Os Encontros e Cursos de Professores Indígenas e o Movimento de Professores começavam a se alastrar em quase todos os Regionais, muito especialmente na Amazônia.
A Constituinte em curso exigia reflexões, debates, formação e informação específica em relação aos direitos indígenas e à questão das escolas. Por isso, as bases pediram ao Secretariado a liberação de uma pessoa para acompanhar a tramitação de toda essa luta no Congresso, no MEC, no Estatuto do Índio e na LDB.
Os relatórios das Assembléias já não falam tanto de educação escolar, mas referem-se mais ampla e globalmente às Organizações Indígenas e às "crescentes exigências de formação política das comunidades, inclusive dos professores, para que todos trabalhem tendo como referência o futuro do povo" (Assembléia de 1989).
"O eixo de todas as colocações e de todos os relatos foi a questão da autonomia indígena no sentido de apoio a suas organizações e na concretização da formação dos índios nos diversos níveis" (Nota do relatório da Assembléia de 1991).
Essa preocupação sobre formação se estende também à produção de "material pedagógico diversificado e adequado às realidades". Foi certamente uma percepção bastante grande das aspirações das comunidades indígenas, segundo a expressão de um professor Kaxinawá: "Dentro do futuro, queremos ter a nossa escola na aldeia, funcionando pelo próprio índio mesmo" (Osair Sião Kaxinawá).
Evidentemente, todo esse caminho andado iria desembocar num programa de ação sempre mais globalizante e aberto a novos horizontes "em vistas à autonomia dos povos indígenas no que diz respeito a seus direitos básicos, em especial na educação" (Assembléia de 1993).
Era também uma resposta a afirmações como essa, da Assembléia Indígena do Acre, em 1991, quando os índios diziam com orgulho: "Damos rumo ao nosso destino!"
Ou em consonância com o texto da Assembléia Tupi em 1982: "Assumimos e continuamos com a resistência de nossos antepassados. Acreditamos na nossa força e união organizada".
Cada vez mais o Cimi se capacita para, em todos os níveis, "assessorar comunidades, lideranças e organizações na sua dimensão integral, tendo sempre em consideração as diferenças étnico-culturais, os mecanismos próprios e a pedagogia de cada povo nos programas formativos e informativos".
"Os povos indígenas, muito mais que herdeiros de um passado, são povos do futuro, pois anunciam com o seu modo de ser, a possibilidade de uma vida plena de significado", diz a Assembléia de 1995.
A Assembléia de 1999 reafirma que "a perspectiva da autonomia dos povos indígenas tem sido o eixo da prática do Cimi. E a autonomia diz respeito ao território, à organização social e política, ao sistema educativo, à língua, à religião e à economia própria de cada povo. A autonomia é também a perspectiva nos processos de escolarização e isso se dá à medida que os próprios povos indígenas ‘ressignificam’ a escola, articulando-a com a educação tradicional".
Essa retrospectiva sobre educação nos textos e contextos das Assembléias Nacionais evidencia toda uma mística missionária impregnando a prática pedagógica.
Grande é a mística, muito limitada foi certamente a prática... Mas, sem sonhos a história não muda e os missionários do Cimi no setor de educação sempre insistiram e continuam insistindo em dialogar com os povos indígenas a respeito desse sonho de uma escola verdadeiramente indígena.
Referências bibliográficas
AZEVEDO, Marta. Movimento dos Professores Indígenas Amazonas, Roraima, Acre. Brasília: Cimi/Setor de documentação. Datilog., 1994.
CIMI. Com as próprias Mãos - Professores Indígenas construindo a autonomia de suas escolas. Brasília: Cimi, 1992.
________. Concepção e a Prática da Educação Escolar Indígena. Brasília: Cimi, 1993.
COMISSÃO PRÓ ÍNDIO. A questão da Educação Indígena. São Paulo: Brasiliense, 1981.
MEC. Diretrizes para a política nacional de educação escolar indígena. Brasília, 1994.
MELIÁ Bartomeu. Educação Indígena e Alfabetização. São Paulo: Loyola, 1979.
OPAN. A Conquista da Escrita. São Paulo: Iluminuras, 1984.
Outras fontes
Arquivos da Missão Anchieta, Cuiabá.
Relatórios das Assembléias Nacionais do Cimi, 1975 a 1999.
Relatório do Encontro "Consulta sobre Educação no Meio Indígena", 1978
Documento "Exigências de uma Nova Ordem Educacional Indígena", 1986
Documento do II Encontro do Grupo de Estudo sobre Educação Indígena, 1986
Relatórios de Assembléias do Cimi – Regional Mato Grosso, vários anos.
Relatórios de Encontros de Professores Indígenas (Mato Grosso; Mato Grosso do Sul; Pará e Amapá; COPIAR – Comissão dos Professores Indígenas do Amazonas, Roraima e Acre), vários anos.
Relatórios da Articulação Nacional de Educação – Cimi, vários anos
Jornal Porantim, Brasília: Cimi, vários anos
sexta-feira, 4 de março de 2011
O LIMITE MORAL DO SER SOCIAL
"Não tenho que ser perfeita e nem você ,tentamos apenas sermos decentes"
A sociedade representa tudo aquilo que vemos nos dias atuais ,alguns preocupados outros sem o menor compromisso , o limite moral do ser social, porque a coletividade absorve e controla o indivíduo através de suas normas e princípios; sobretudo pelos costumes e tradições e toda essa degradação ás vezes nos mostra a maneira clara como muitos foram educados sem valores de preservação .,
na minha cidade temos o "PROJETO GLOBAL RECICLAGEM" de MIRANDÓPOLIS ,COM INCENTIVO DA PREFEITURA E FUNAP.
Tenho bastante orgulho deste projeto ,pois sei que para muitos funcionam,não consigo jogar nada no que seja reciclável no lixo normal ,me sinto extremamente culpada e teto embutir nos meus filhos o mesmo comportamento .
já morei fora ,trabalhando em MAIRIPORÃ ,VIZINHA DE SP , eu tinha verdadeiro pavor de jogar lata de refrigerante e pacote de salgadinhos no lixo ,mas questionando a dona da cantina ,a mesma me informou que é inútil separar o lixo ,porque ali é difícil recolher o lixo ,quanto mais a reciclagem .até mesmo os alunos foram educados assim ,a reciclagem é inútil ,é trabalhoso demais ,é melhor comprar tudo novo .
Entretanto, o homem deve impor seus de limites, não poderá ficar alheio ao progresso histórico-social, apesar de serem distintos, por ser o desenvolvimento produtivo do homem um processo concomitante ao seu progresso humano de ser social, ou seja, à partir de sua práxis social, o homem terá o seu índice de progresso na liberdade relativo a necessidade social. A produção do homem (trabalho) preservará a sua autonomia espiritual, cultural e social, tal como o seu desenvolvimento moral (limites). Contudo, infelizmente, paralelo ao progresso histórico de desenvolvimento moral positivo do homem, existe o progresso moral negativo, no qual a violência, o crime e a degradação sejam por contradições , políticas ou por insatisfações pessoais. Posto isto, é que existe a necessidade permante do homem em assumir a responsabilidade de seus comportamentos.
texto retirado do diário de bordoUNIDADE 4 - EDUCAÇÃO ESPECIAL NA PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA
crianças na biblioteca da cidade ,desenvolvendo projeto ecológico
TEXTO RETIRADO DO DIÁRIO DE BORDO
A sociedade representa tudo aquilo que vemos nos dias atuais ,alguns preocupados outros sem o menor compromisso , o limite moral do ser social, porque a coletividade absorve e controla o indivíduo através de suas normas e princípios; sobretudo pelos costumes e tradições e toda essa degradação ás vezes nos mostra a maneira clara como muitos foram educados sem valores de preservação .,
na minha cidade temos o "PROJETO GLOBAL RECICLAGEM" de MIRANDÓPOLIS ,COM INCENTIVO DA PREFEITURA E FUNAP.
Tenho bastante orgulho deste projeto ,pois sei que para muitos funcionam,não consigo jogar nada no que seja reciclável no lixo normal ,me sinto extremamente culpada e teto embutir nos meus filhos o mesmo comportamento .
já morei fora ,trabalhando em MAIRIPORÃ ,VIZINHA DE SP , eu tinha verdadeiro pavor de jogar lata de refrigerante e pacote de salgadinhos no lixo ,mas questionando a dona da cantina ,a mesma me informou que é inútil separar o lixo ,porque ali é difícil recolher o lixo ,quanto mais a reciclagem .até mesmo os alunos foram educados assim ,a reciclagem é inútil ,é trabalhoso demais ,é melhor comprar tudo novo .
Entretanto, o homem deve impor seus de limites, não poderá ficar alheio ao progresso histórico-social, apesar de serem distintos, por ser o desenvolvimento produtivo do homem um processo concomitante ao seu progresso humano de ser social, ou seja, à partir de sua práxis social, o homem terá o seu índice de progresso na liberdade relativo a necessidade social. A produção do homem (trabalho) preservará a sua autonomia espiritual, cultural e social, tal como o seu desenvolvimento moral (limites). Contudo, infelizmente, paralelo ao progresso histórico de desenvolvimento moral positivo do homem, existe o progresso moral negativo, no qual a violência, o crime e a degradação sejam por contradições , políticas ou por insatisfações pessoais. Posto isto, é que existe a necessidade permante do homem em assumir a responsabilidade de seus comportamentos.
texto retirado do diário de bordoUNIDADE 4 - EDUCAÇÃO ESPECIAL NA PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA
crianças na biblioteca da cidade ,desenvolvendo projeto ecológico
TEXTO RETIRADO DO DIÁRIO DE BORDO
Alunos da Apae Salvador curtem folia no Camarote de Daniela Mercury
Camarote Daniela Mercury 2011
A rainha do axé music Daniela Mercury recebeu no dia (01/02), em seu badalado camarote, crianças de diversas entidades sociais para realização do tradicional baile infantil que marca a abertura do espaço para o carnaval de 2011. Como acontece todos os anos um grupo de alunos da Apae Salvador participou da animada folia que teve como atrações a Banda Gato Multicores e a cantora Carla Perez.
Bastante animados com a festa a criança pulou, dançou. A pequena Júlia Sousa da Silva, que é fã da Carla Perez não sossegou até tirar a foto com a cantora. Já o aluno Vitor Dantas ficou emocionado ao assistir o show de Daniela Mercury.
fonte:APAE SALVADOR
domingo, 27 de fevereiro de 2011
SUJEITOS E SABERES DA EDUCAÇÃO QUILOMBOLA
USP-CIDADE UNIVERSITÁRIA,DE SÃO PAULO -UM SONHO POSSÍVEL PARA NEGROS E BRANCOS.
Falarmos na educação e cultura negra é de suma importância para a nossa vida, pois quem não tem o pezinho na ÁFRICA.
As pessoas são extremamente preconceituosas. Sabe um dia desses sofri uma tentativa de assalto em São Paulo, e uma pessoa me pergunto se era neguinho o ladrão –falei NÃO ERA LOIRINHO !!!
E não é diferente em outras áreas o negro tem que trabalhar mais para provar que é capaz, o fato de ser negro cria uma barreira para algumas pessoas, temos a obrigação de criar cotas para o negro e pobre. Eu sei que os negros tem medo de defender isto ,mas é por medo ,eu tive está experiência com meus alunos negros ,acham que não merecem uma bolsa por ser negro ,esquecem que estão á margem da sociedade escravizados pelo preconceito .
As universidades públicas estão lotados de filhos de doutores e ministros ocupando as vagas que os mesmos tomam do povo ,que as mantém pagando corretamente seus impostos ,e muitos dos seus pais são sonegadores de impostos .TENTO COLOCAR PARA OS MEUS ALUNOS CARENTES QUE "A UNIVERDADE PÚBLICA É UM DIREITO DE TODOS "
comentário retirado do "diário de de bordo".
Falarmos na educação e cultura negra é de suma importância para a nossa vida, pois quem não tem o pezinho na ÁFRICA.
As pessoas são extremamente preconceituosas. Sabe um dia desses sofri uma tentativa de assalto em São Paulo, e uma pessoa me pergunto se era neguinho o ladrão –falei NÃO ERA LOIRINHO !!!
E não é diferente em outras áreas o negro tem que trabalhar mais para provar que é capaz, o fato de ser negro cria uma barreira para algumas pessoas, temos a obrigação de criar cotas para o negro e pobre. Eu sei que os negros tem medo de defender isto ,mas é por medo ,eu tive está experiência com meus alunos negros ,acham que não merecem uma bolsa por ser negro ,esquecem que estão á margem da sociedade escravizados pelo preconceito .
As universidades públicas estão lotados de filhos de doutores e ministros ocupando as vagas que os mesmos tomam do povo ,que as mantém pagando corretamente seus impostos ,e muitos dos seus pais são sonegadores de impostos .TENTO COLOCAR PARA OS MEUS ALUNOS CARENTES QUE "A UNIVERDADE PÚBLICA É UM DIREITO DE TODOS "
comentário retirado do "diário de de bordo".
África do Sul: do Apartheid à sede da Copa do Mundo de Futebol
Nelson Mandela, principal líder político na luta contra o Apartheid
No dia 11 de junho de 2010 ocorrerá um fato histórico – pela primeira vez um país africano sediará o mais importante evento futebolístico do planeta, a Copa do Mundo de Futebol. A África do Sul, localizada na África Subsaariana, receberá 31 seleções mundiais e milhares de turistas durante um mês.
No dia 15 de maio de 2004, a África do Sul foi escolhida como o país sede da Copa do Mundo de 2010. A nação estava concorrendo com o Marrocos e o Egito para sediar o evento. A África do Sul recebeu 14 votos contra 10 do Marrocos; o Egito, por sua vez, não recebeu nenhum voto.
Com todas as atenções voltadas para a África, surge, portanto, a oportunidade de se conhecer melhor esse continente marcado por concepções preconceituosas, onde pouco se destaca as belezas naturais, a diversidade cultural, o potencial econômico, dando mais ênfase aos conflitos étnicos, à fome, à Aids, à miséria, entre outros aspectos negativos.
A realização da Copa do Mundo na África do Sul é uma prova de que alguns países africanos têm condições de organizar uma competição dessa magnitude. Muitos duvidam que o torneio seja bem organizado. Porém, poucos têm conhecimento da infraestrutura do país sul-africano que, em vários aspectos, é superior à do Brasil, visto que todas as cidades sedes dos jogos do torneio são interligadas por excelentes estradas. Os aeroportos foram ampliados e possuem bons aparatos de segurança. O país está totalmente preparado para receber cerca de 500 mil turistas.
A seleção da África do Sul não é considerada uma das favoritas para vencer essa Copa do Mundo, porém, se a competição for sobre diversidade étnica, pluralidade cultural ou biodiversidade (a África do Sul possui a terceira maior biodiversidade do planeta), o país é um dos grandes vencedores.
O fato de poder organizar um torneio mundial de seleções de futebol já é uma grande vitória para um país que sofreu com uma política de segregação racial (apartheid) durante mais de quatro décadas (1948 a 1994). O apartheid proibia o acesso dos negros às urnas, além de não permitir que eles adquirissem terras na maior parte do país, obrigando-os a viverem em zonas residenciais segregadas, uma espécie de confinamento geográfico.
Atualmente, com o fim do apartheid, a África do Sul tenta reduzir os problemas gerados durante o regime político de segregação racial. A desigualdade social ainda é alarmante; os índices de violência são altos, além da grande quantidade de pessoas que possuem o vírus HIV.
A Copa do Mundo de Futebol proporcionará momentos de alegria para a população local, além de promover o conhecimento de uma África pouco divulgada, em especial as riquezas naturais, como, por exemplo, as savanas e sua rica fauna composta por girafas, leões, hipopótamos, búfalos, gazelas, porcos selvagens, leopardos, diversas aves, entre outros
A arte africana representa os usos e costumes das tribos africanas. O objeto de arte é funcional e expressam muita sensibilidade. Nas pinturas, assim como nas esculturas, a presença da figura humana identifica a preocupação com os valores étnicos, morais e religiosos. A escultura foi uma forma de arte muito utilizada pelos artistas africanos usando-se o ouro, bronze e marfim como matéria prima. Representando um disfarce para a incorporação dos espíritos e a possibilidade de adquirir forças mágicas, as máscaras têm um significado místico e importante na arte africana sendo usadas nos rituais e funerais. As máscaras são confeccionadas em barro, marfim, metais, mas o material mais utilizado é a madeira. Para estabelecer a purificação e a ligação com a entidade sagrada, são modeladas em segredo na selva. Visitando os museus da Europa Ocidental é possível conhecer o maior acervo da arte antiga africana no mundo.
As máscaras africanas
Mascara Gelede do Benin no Brasil.
As "máscaras" são as formas mais conhecidas da plástica africana. Constituem síntese de elementos simbólicos mais variados se convertendo em expressões da vontade criadora do africano.
Foram os objetos que mais impressionaram os povos europeus desde as primeiras exposições em museus do Velho Mundo, através de milhares de peças saqueadas do patrimônio cultural da África, embora sem reconhecimento de seu significado simbólico.
A máscara transforma o corpo do bailarino que conserva sua individualidade e, servindo-se dele como se fosse um suporte vivo e animado, encarna a outro ser; gênio, animal mítico que é representando assim momentaneamente. Uma máscara é um ser que protege quem a carrega. Está destinada a captar a força vital que escapa de um ser humano ou de um animal, no momento de sua morte. A energia captada na máscara é controlada e posteriormente redistribuída em benefício da coletividade. Como exemplo dessas máscaras destacamos as Epa e as Gueledeé ou Gelede.
TEXTO RETIRADO DA ENCLICOPÉDIA DO CURSO DE DIVERSIDADE E CIDADANIA -POSTADO PELA PROFESSORA SIMONE BERSANI
domingo, 20 de fevereiro de 2011
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